CARTAS - Boletim ASA nº 92, jan-fev/2005

C A R T A S

Descoberta
Li o comentário de Paulo Geiger sobre a entrevista de Mikis Theodorakis [“A entrevista anti-semita de Theodorakis, ASA 91] e me descobri diante de uma das melhores publicações judaicas deste país.
Miguel Gahiosk Fernandes, Rio de Janeiro, RJ

Cadê ?
É claro que a gente parabeniza a fundação da ASA. É claro que a gente agradece pelos artigos interessantes e inteligentes publicados no Boletim. Mas o que aconteceu com a coluna da Fany Sechter ?
Ana Gorender, Rio de Janeiro, RJ
N.R - Fany Sechter não pôde preparar a coluna .com para o número 91. Ela está de volta nesta edição.

Bons artigos
Parabéns ! A última edição estava ótima. Gostei especialmente de ler a entrevista de Mikis Theodorakis (que me deixou assustada, mas não surpresa; os argumentos do “anti-semitismo esclarecido” são muito difundidos e não menos ofensivos e potencialmente perigosos que os do anti-semitismo aberto, truculento e fanático) e o artigo informativo e lúcido sobre as três revolucionárias e sua relação com o judaísmo [“Muito além de Olga”, Jacques Gruman, ASA 91].
Carla Bassanezi Pinsky, São Paulo, SP

DNA
Olga, Emma, Rosa Luxemburgo. Sempre tivemos histórias similares, sofridas. A exaltação por parte dos chamados conservadores que arranjaram uma irmã judia, inimigos das idéias olguianas não poderiam ser. Na perpetuação do judaísmo garantem que novas Olgas possam um dia retornar. Assim ensinaram nossos sábios. Não se trata de forçar identidades pela via do DNA, nem importa se demonstraram vínculo afetivo com história e tradições judaicas. Tem razão. É mesmo curiosa a herança do DNA que atravessou 5765 anos. Não viemos servir ao nosso povo. De Jesus a Olga, servimos a toda a Humanidade.
Israel Blajberg, Rio de Janeiro, RJ

Ponto alto
Leitor fiel do boletim ASA, de longe a melhor publicação judaica do Rio, venho parabenizá-los pelos 15 anos de fecunda atuação, registrando um novo ponto alto do trabalho de vocês: o número 91, com a reprodução da entrevista com Mikis Theodorakis (elucidativa do pensamento anti-semita enquistado em bastiões da esquerda) e a competente análise de Paulo Geiger sobre aquela lamentável manifestação. Sucesso e longa vida para esse belíssimo Boletim.
Israel Beloch, Rio de Janeiro, RJ

Sabor
Li integralmente o Boletim 91, saboreando todas as matérias, contundentes e bem embasadas como sempre.
Carlos Frydman, São Paulo, SP

Qualidade
Moro no Paraná há anos e somente leio os boletins quando estou no Rio. Meu pai, Leon Zeitel, os recebe e até agora eu não sabia da existência da versão virtual. Aproveito para exaltar a qualidade dos artigos e incentivá-los a prosseguir na luta por mostrar que há um pensamento progressista nesta comunidade. A matéria sobre a entrevista anti-semita do senhor Mikis Theodorakis é reveladora, pois mostra o quanto o preconceito é arraigado e se torna atávico ao longo do tempo.
José Zeitel, Curitiba, Paraná

Internacionalismo
Achei muito oportuno e interessante o artigo “Muito além de Olga” [Jacques Gruman, ASA 91]. Só gostaria de acrescentar que, naquele meio, o pensamento predominante era o do internacionalismo. Para muitos judeus que se declaravam internacionalistas, o problema judeu estava resolvido, na medida em que as identidades étnicas desapareciam no decorrer do amadurecimento da sociedade comunista. O desenvolvimento universal do indivíduo implicaria na abolição de todas as fronteiras limitadoras, como, por exemplo, as fronteiras étnicas. Me parece que a posição de Isaac Deutscher era mais realista, ao propugnar a convergência entre internacionalismo e identidade judaica. De qualquer forma, achei o texto muito interessante. Meus parabéns.
Edgard Leite Castro, Rio de Janeiro, RJ


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