| EDITORIAL - Boletim ASA nº 121, nov-dez/2009 |
Desafios A diretoria da ASA para o biênio 2009-2011 foi eleita em setembro. Não são poucas as dificuldades que temos pela frente. Dentro da comunidade judaica, há, pelo menos, dois grandes desafios: sacudir a juventude e fortalecer o polo laico e progressista. Como chegar aos jovens? Esta é uma pergunta recorrente, feita há muitos anos. Um certo comodismo e a insegurança no mercado de trabalho afastam a nova geração do ativismo social e político (com as exceções de praxe). Não é, obviamente, um fenômeno exclusivamente judaico. No Brasil, agrega-se uma dificuldade: o descrédito do trabalho político, em seu sentido mais nobre, contaminado que foi por escândalos crônicos de corrupção e incompetência dos políticos profissionais. Por mais difícil que seja a questão, é preciso enfrentá-la. Aumentar a influência da tradição laica e progressista do judaísmo é outra tarefa complexa. Expande-se o misticismo, vigora um olhar conservador na política. É nossa responsabilidade construir alianças com setores com os quais temos convergências e insistir na difusão dos princípios que justificam a nossa existência. Dentro e fora da comunidade judaica. Nada será possível sem a participação e a presença dos nossos sócios e dos que simpatizam com nossos propósitos. Assim sendo, caro leitor, se você se sente incomodado com os desafios que enfrentamos, saiba que eles não são apenas nossos. São seus também.
-x-x-x-x-x- Não adianta esbravejar contra a xenofobia da Europa globalizada. Ela já arrombou a nossa porta. Pesquisa da ONU revelou que 43% dos brasileiros gostariam de proibir a imigração (mesmo índice, por exemplo, da Espanha). O país dos braços abertos aos imigrantes jaz ao lado do mito do brasileiro cordial. A intolerância contra o estrangeiro alimenta, em muitos lugares, movimentos fascistas. Numa conjuntura de crise econômica mundial e enxugamento de empregos, o sentimento captado pela ONU deve preocupar os democratas brasileiros. |
| * * * [topo] |