| EDITORIAL - Boletim ASA nº 114,set-out/2008 |
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, anunciou que renunciará a seu mandato em setembro, para se defender das acusações de corrupção que pesam sobre ele. São seis denúncias, entre as quais a de tráfico de influência, que teria favorecido o empresário norte-americano Morris Talansky. Olmert já havia sofrido forte desgaste político depois da publicação de um relatório sobre os erros cometidos, em 2006, na guerra contra o Hizbolá. Corrupção, em suas múltiplas variantes, é uma praga mundial. Embora, por razões óbvias, seja impossível medi-la com rigor, o Banco Mundial estima que ela alcance, anualmente, 1 trilhão de dólares em todo o planeta. É quase o gasto com armamentos (1 trilhão e 300 bilhões de dólares) e representa um desvio monumental de recursos públicos para fins privados.
Em Israel, Olmert parece ter seguido os maus passos de seu antecessor, Ariel Sharon. Sharon e os filhos, Gilad e Omri, têm vasto prontuário de acusações de corrupção. Resta a dúvida: se julgados culpados, serão punidos? No Brasil, a Justiça raramente condena os chamados “criminosos de colarinho branco”. A intensa atividade da Polícia Federal esbarra na solidariedade de classe dos juízes. Uma sociedade será tão mais democrática quanto menos tolerar os abusos do poder econômico e o uso das máquinas administrativas públicas para benefícios privados. Pense nisso quando, nas eleições que se aproximam, vierem pedir o seu voto. -x-x-x-x-x- A diretoria da ASA deseja a toda a comunidade judaica um 5769 harmonioso e que gere, com o trabalho de todos, novos espaços de liberdade e respeito às diferenças. A Gut Ior! Shaná Tová! Anyada Buena!
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