Cartas - Boletim ASA nº 109, nov-dez/2007


Cartas

Aniversário


A toda a diretoria da ASA, em especial aos haverim editores do Boletim ASA, parabéns pelos 18 anos de vida (CHAI(M)) deste periódico que é orgulho da imprensa judaica de boa qualidade.

Elias Salgado, Rio de Janeiro, RJ

 

Editorial


Costumo freqüentar alguns eventos da ASA. Faço, inclusive, o curso de ídish com o professor Garfinkel. Tenho amigos na diretoria e gostaria de preservar e incrementar tais amizades. Ocorre que, ao receber o Boletim ASA número 108, fiquei surpreso com o editorial, que afirma que Israel não poderia se beneficiar da ajuda militar  norte-americana pois teria “comportamento persistente de violações de direitos humanos internacionalmente reconhecidas". Esta exigência da legislação norte-americana não estaria atendida. Parece que o ódio ao Estado de Israel é tão grande que a ASA se julga no direito de decidir a quem os EUA devem ou não ajudar e se seu governo estaria infringindo a sua própria legislação. Nada mais absurdo. Por falar em direitos humanos, nenhuma palavra foi dita sobre os foguetes que caem diariamente em Sderot, ferindo e matando civis inocentes. Também  não se comenta o seqüestro dos militares israelenses pelo Hamas e Hezbolá, os direitos humanos no Irã, China, Cuba,  Síria etc. Nenhum comentário sobre a aliança do PT com o partido Baath, da Síria, que prega a destruição do Estado de Israel. Aliás, ao sair de uma das aulas de ídish, notei uma movimentação intensa no prédio. Para meu espanto, fui informado de que a ASA cedeu seu auditório ao PT para realização do Congresso Regional do Partido. Não sei se compareceu algum representante do Baath. Ou seja: contra Israel vale tudo. Pelo que se vê, a História não foi suficiente para ensinar à ASA que, se não tivermos o Estado de Israel, nós judeus, mesmo os progressistas,  não teremos futuro. 


Leonardo Obraczka, Rio de Janeiro, RJ

O Boletim ASA esclarece que:


a) Respeita, mas não concorda com a interpretação que o leitor deu ao Editorial. Em nenhum momento o texto focaliza exclusivamente Israel. A linha é claramente contra uma corrida armamentista no Orient Médio, sem particularizar países e/ou grupos. Quanto a violações dos direitos humanos, basta consultar as inúmeras condenações da ONU e os  fartos – e muito bem documentados − relatórios de organizações não-governamentais sobre o assunto. Nenhum país da região escapa.
b) As instalações da ASA não foram cedidas, mas sim alugadas para o Partido dos Trabalhadores. Como em qualquer contrato de aluguel, o conteúdo das atividades dos locatários é de inteira responsabilidade destes.

 

 

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