| Cartas - Boletim ASA nº 107, jul-ago/2007 |
Alento Ser
judeu progressista não é tarefa para qualquer um no mundo
ocidental de hoje. Por isso, parabenizo essa entidade pela luta e
pela persistência. Em cidades com coletividade judaica pequena,
esse desafio é ainda maior, pois somos pouquíssimos, e portanto
mais fáceis de discriminar. Posso afirmar com segurança, porque o
tenho enfrentado ao longo de vários anos em Curitiba. Nesse
contexto, o Boletim ASA é um alento periódico e constante. Quem o recebe é meu
pai, mas eu o roubo sistematicamente. A qualidade das matérias, a
solidez da argumentação, a variedade de assuntos, a seriedade em
geral, merecem todo o aplauso. Às vezes me assolam dúvidas sobre
as contradições aparentes entre meu judaísmo e meu progressismo.
Nessas horas o Boletim é de grande utilidade, apontando caminhos e
desmascarando as contradições. Na verdade, o verdadeiro judaísmo
só poderia ser assim, e, ao contrário de tantos equivocados, que a
pretexto de honrá-lo o desvirtuam da essência maior, vocês
mostram as verdadeiras posições que poderiam conduzir todos nós a
um mundo verdadeiramente melhor. Então, obrigado e parabéns. Marcelo Jugend, Curitiba, PR
Dissonantes Parabéns
ao Gershon Knispel [“Novo Oriente Médio?”, ASA 106] por dizer, com todas as letras, que a ocupação é o
mais grave erro desde 1967, que Jerusalém nunca deveria ter sido
ocupada e anexada por Israel. Parabéns ao Boletim da ASA
por seguir publicando, firmemente, as vozes dissonantes,
progressistas, e humanistas, do judaísmo brasileiro.
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