Cartas - Boletim ASA nº 106, mai-jun/2007


Cartas

Purim, Editorial, Tijuca

Acabo de receber e ler o boletim de março/abril. Parabéns, aplaudo de pé! Meu querido Davy [Bogomoletz, “O samba do rabino doido”, ASA 105], eu já o admirava como autor de textos sobre as festas, desde aquela inesquecível Hagadá. Agora, sua versão da história de Purim conseguiu superar o insuperável! O Editorial também é para se guardar, de tão antológico, sobre tema tão urgente e universal! Eu poderia escrever longamente, tanto me rejubilei em encontrar tanta gente querida, em tantas referências. Esther [Kuperman], seu “Quase um shtetl” me emocionou. Muito obrigada!

Maria Consuelo Cunha Campos, Rio de Janeiro, RJ

 

Esther, se a Tijuca era quase um shtetl, o prédio em que moramos (Lúcio de Mendonça, 27) era quase um gueto! Mauro [Band, “O meu shtetl”, ASA 105], endosso suas palavras quanto ao melhor colégio do mundo – o nosso Scholem. Interesses pessoais e a vaidade fizeram desaparecer aquilo que poderia ser eterno. Era eu o responsável por apanhar os filmes numa locadora na Cinelândia para que fossem exibidos às sextas-feiras à noite naquela máquina de projeção que sempre dava problema de imagem ou de som. Gonzaguinha foi ao Scholem quando o pessoal do Grêmio, inclusive eu, foi à casa dele, também na Tijuca, levar esse convite. E o que dizer das olimpíadas intercolegiais na Hebraica? Zé Careca, teu professor de judô? Meu também! Literalmente, sombras de um passado eterno que jamais perderão sua memória. Ora, se não me lembro de você, do Marcelo e de sua irmã, Anete, que era de minha turma enquanto lá estudou.

Rubens Szczerbacki (Rubinho), Nova Iguaçu, RJ

 

Estados Unidos

Excelente o artigo de Paul Mischler, publicado em duas partes (“O judaísmo progressista”, ASA 104 e 105). Um dos méritos dele – e não o menor – é evidenciar que a equação usual Governo de Israel = Estado de Israel = Sionismo = Judaísmo não consegue circunscrever a complexidade da tradição judaica, nem a diversidade de vozes que permeia a sua comunidade. Uma vez mais, o Boletim dá uma grande contribuição à discussão do tema. Meus parabéns.

Francisco Conte, Rio de Janeiro, RJ

 

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